Na Antena 1, veterinário da Centervet dá dicas de como proteger pets de barulho de bombas no São João

Na véspera dos festejos juninos, tutores de cães e gatos enfrentam o desafio de lidar com barulhos de fogos e bombas de São João, que muitas vezes perturbam o sossego dos animais de estimação. Em entrevista na rádio Antena 1 nesta quinta-feira (18), o veterinário Matheus Bastou trouxe dicas para os pais de pet e tirou as principais dúvidas com relação ao assunto.

Durante o bate-papo, o supervisor médico da Centervet alertou para a necessidade de um olhar mais atento aos bichinhos durante essa época do ano. “Quando a gente trata de barulhos temos que lembrar que a audição deles é muito mais aguçada do que a nossa. Essa época de São João traz um período de anseio muito grande para nós da comunidade veterinária. A gente tem óbito, os animais que se machucam e que se perdem”, afirmou.

Questionado por Maurício Leiro e Rebeca Menezes, o veterinário endossou algumas práticas comuns utilizadas para acalmar os animais, como o uso de algodão para proteger o ouvido e a técnica da amarração, que utiliza uma faixa de tecido para envolver o corpo do pet. “A gente tem a técnica de amarração, ela é muito legal, funciona bem em alguns casos. A gente tem oportunidade de usar os tapadores de ouvido, ou com algodão, mas o protetor de viagem não é tão legal”, recomendou o especialista da Centervet.

Outro ponto destacado foi a dessensibilização, que consiste em expor o animal gradualmente a ruídos semelhantes com os que serão escutados no São João. A ideia é aumentar a tolerância dos pets.  “Dessensibilizar o animal é importante, é interessante colocar até nas plataformas de streaming um som de fogos baixo e constante, e tentar aumentar gradualmente esse volume, para que ele entenda que isso não vai fazer mal”, indicou Matheus.

Uma das estratégias reprovadas pelo profissional é a medicação por conta própria. Apesar de ser indicado o uso de remédio em alguns casos, a orientação é buscar um profissional para avaliar o melhor tratamento. “O que nunca se deve fazer é medicar por conta própria. Existem medicações que são adequadas e podem ser utilizadas, mas desde que orientadas pelo médico veterinário”, concluiu o veterinário

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