Tânia Scofield destaca atuação da FMLF no Nordeste de Amaralina em apresentação de projeto habitacional”

A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, apresentou nesta sexta-feira (26) o projeto para as obras de urbanização e requalificação de moradias da Comunidade do Pé Preto, no bairro do Nordeste de Amaralina. Em entrevista ao Bahia Notícias, a presidente da organização destacou a atuação transversal da Fundação na elaboração dos projetos e na relação com a comunidade.

“O que mais surpreende — vocês podem ver na apresentação — eram as condições de extrema vulnerabilidade social e urbanística em que essas famílias viviam, ou seja, sem dignidade nenhuma. Sem esgoto, sem água, casas construídas com resto de material, com telha, plástico, lona. Eu diria que não sei se chegariam a dez casas em alvenaria, em bloco… casas bem precárias”, afirma.

Segundo ela, a requalificação ganha um caráter transversal quando consideradas as políticas de saúde, esgotamento e mobilidade. “E a gente chegou trabalhando com os moradores, fazendo reuniões e construindo o projeto com eles. Para entender o que é que eles precisavam, fizemos o cadastro para entender a composição da família, a questão da renda, a situação da escolaridade, enfim, e a partir daí a gente foi trabalhando o projeto até que concluímos o projeto de urbanização e o projeto das casas, das moradias”, aponta a arquiteta e urbanista.

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Canteiro de obras na comunidade do Pé Preto. Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias 

Ela explica que são 270 unidades habitacionais e boxes comerciais para as pessoas que já tinham comércio na área continuarem exercendo a sua atividade econômica. “Eles foram muito claros na primeira reunião de que não queriam verticalizar, não queriam prédios, e isso para a gente foi muito importante, porque cada um tem sua casa isoladamente”, destaca.

A gestora aponta que as famílias “estão hoje em aluguel social, mas com todo o acompanhamento dos assistentes sociais, que fazem reuniões sistemáticas e periódicas”. Tânia Scofield destaca que a ação desta sexta marca o início da segunda fase das obras, com recursos federais do PAC.

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“E agora a gente precisa iniciar a segunda fase, que aí é a conclusão total da obra, para trazê-los de volta para as novas moradias. Eles assinaram um termo conosco — ou melhor, nós assinamos com eles, na verdade — de que eles retornam”, completa. O prazo para o retorno das famílias, até o momento, é de cerca de dez meses.*

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