Adicione o Bahia Notícias como fonte preferencial de notícias no Google!
O senador Flávio Bolsonaro (PL) seguiu atuando como advogado durante o segundo turno da campanha eleitoral, ao participar de uma ação para um cliente que pagou R$ 3,3 milhões ao seu escritório. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo desta sexta-feira (23), o candidato a presidente atuou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 14 de outubro, em ação na defesa de um empresário que também tem Willer Tomaz como advogado.
De acordo com a Folha, em 14 de outubro, data em que o Senado estava votando o projeto que modificou a jornada de trabalho 6×1, Flávio Bolsonaro protocolou uma manifestação no processo que tramita no STJ, em nome de seu cliente Mário Gadelha Simas Filho. A atuação do senador envolve uma disputa societária na Simas Industrial de Alimentos, fabricante de balas e pirulitos.
O documento protocolado por Flávio foi encaminhado à ministra Daniela Teixeira, relatora do caso, para contestar embargos de declaração apresentados pela parte adversária. O senador solicitou que a magistrada rejeitasse o recurso.
De acordo com a Folha, a movimentação processual demonstra que Flávio manteve atividades de seu escritório de advocacia durante a disputa presidencial, mesmo diante dos compromissos políticos relacionados ao segundo turno. Flávio Bolsonaro ingressou no processo em 2022 como advogado de Mário Gadelha Simas Filho e passou a assinar as manifestações encaminhadas à Justiça.
A Simas Industrial de Alimentos aparece como o segundo maior cliente do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia. Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, a empresa do senador do PL recebeu três notas fiscais da banca jurídica, que somaram R$ 3,3 milhões.
O escritório do candidato presidencial registrou receitas de milhões de reais durante o período em que ele exercia o mandato no Senado. A banca emitiu pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026.
A administração do escritório de Flávio Bolsonaro está sob responsabilidade de Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, envolvido com o lobista conhecido como “Careca do INSS”. Alexandre Caetano se encontra preso.