Anthony Garotinho diz que pretende disputar cargo em caso de mandato

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), afirmou que deve disputar o posto no Palácio Guanabara caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida que a escolha para o mandato-tampão será por eleições diretas. O estado do Rio de Janeiro se encontra sem gestão de lideranças eleitas desde o governador, Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo em 23 de março de 2026. 

A declaração do ex-governador foi dada nesta segunda-feira (6). “O meu partido, Republicanos, decidiu que, caso as eleições sejam diretas, o nome indicado para disputar será o meu”, afirmou Garotinho em publicação nas redes sociais.

Segundo a democracia brasileira, a gestão então passaria para o vice-governador ou o presidente da Assembleia Legislativa do estado. Acontece que, o vice-governador do Rio, Thiago Pampolha, assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e saiu do governo em 2025 e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.

Neste cenário, o estado está sendo governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, enquanto o STF decide sobre novas eleições.

Segundo Garotinho, a decisão tomada em conjunto com o partido tem como objetivo “enfrentar as máfias que dominam o Rio de Janeiro”. O ex-governador também disse ser contrário à realização de eleições indiretas, modelo em que os 70 deputados estaduais escolheriam o sucessor do governador Cláudio Castro.

No dia 26 de março, o ministro Cristiano Zanin, do STF, anulou a condenação de Garotinho por compra de votos nas eleições de 2016. Na decisão, o magistrado afirmou que, apesar da gravidade das acusações, os elementos reunidos na investigação não foram suficientes para comprovar os crimes.

Governador do Rio entre 1999 e 2002, Garotinho havia sido condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, além de multa, pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação no curso do processo.

Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), as irregularidades teriam ocorrido entre maio e agosto de 2016, quando o programa social Cheque Cidadão teria sido usado para cooptar votos para o grupo político de Garotinho. À época, o programa atendia mais de 17 mil beneficiários. O suposto esquema foi investigado na Operação Chequinho, deflagrada pela Polícia Federal em 2016, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

JULGAMENTO NO STF
O plenário do STF vai julgar nesta quarta-feira (8) as regras que definirão a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A data foi marcada pelo presidente do tribunal, ministro Edson Fachin.

A decisão sobre o modelo da eleição será tomada pelos dez ministros da Corte, em sessão pública com debate entre os integrantes do tribunal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Design sem nome (55) (1)

Notícias relevantes

Aposta do Distrito Federal fatura prêmio de R$ 30,4 milhões na Mega
STF analisa ação do Partido Novo que cobra cadastros nacionais de condenados por...
Assistência Social de Barreiras já certificou 195 mulheres nos cursos de Nail De...
Duas Rosas: Delação de ex
Jogador do Marrocos enfrenta acusação de estupro e decisão sobre julgamento pode...
Inep prorroga prazo de inscrição do Enem 2026 até 12 de junho
Com nome de carreira para indicação ao TCM “na geladeira”, AL
Governo brasileiro intensifica negociação com União Europeia para retirar veto s...
Carregando mais...