As exportações baianas atingiram US$ 815,7 milhões no mês de maio, registrando o menor valor para as vendas externas no ano e uma queda de 6,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado negativo foi reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios ligeiramente mais fracos (-0,29%).
Segundo os dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a redução acumulada do volume embarcado no ano chega a 5,7%, puxada principalmente pelo setor de refino.
Apenas em maio, a quantidade de derivados de petróleo embarcada despencou 83,1%. Esse recuo é reflexo de paradas programadas para manutenção e da taxação sobre exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo federal em março, visando proteger o mercado interno diante da crise global de combustíveis fósseis provocada pela guerra no Irã.
Além do petróleo, outros produtos de peso na pauta exportadora baiana registraram queda nos embarques em maio:
Derivados de cacau: -14,9%
Produtos químicos: -8,4%
* Celulose: -6,5%
Como consequência, a indústria de transformação baiana registrou recuo de 14,6% nas vendas externas. A indústria extrativa também recuou devido à queda nas exportações de minério de cobre e níquel, embora a alta internacional dos preços do ouro tenha ajudado a mitigar as perdas do setor.