Vice na chapa de Eduardo Paes e aliado são alvos de operação da PF

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (30) busca e apreensão em investigação contra o ex-deputado Washington Reis (MDB) e sua irmã, Jane Reis (MDB), pré-candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro.
 

A ação é a segunda fase da Operação Anáfara, deflagrada em setembro de 2022, quando Washington Reis era candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro (PL). Ele abriu mão da vaga posteriormente, em razão de impedimentos legais para concorrer.
 

À reportagem, Washington Reis disse que já apresentou documentos à PF para demonstrar a ausência de ilegalidade nos atos investigados. “Levamos notas, esclarecemos tudo. É um negócio irrelevante de valor.”
 

Jane Reis é advogada e foi indicada por Washington para compor a chapa de Paes. A família, aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), controla a política de Duque de Caxias, segundo colégio eleitoral do estado, e é vista como um ativo para auxiliar a campanha do ex-prefeito na Baixada Fluminense.
 

De acordo com a PF, “foi apurado que investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis”. O inquérito apura os crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro.
 

Foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 pela 6ª Vara Federal Criminal e quatro pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), em razão da investigação fazer referência ao período em que Washington Reis foi secretário estadual.
 

Os alvos estão divididos em dois núcleos. Um deles é a Laticínio Vale Carioca, apontada na investigação como uma das empresas usadas na lavagem de dinheiro do ex-deputado. Ele nega ser dono da empresa. O outro são nomes ligados ao empresário Mario Peixoto.
 

Jane Reis não foi alvo de busca e apreensão. Contudo, a PF investiga sua atuação como braço operacional da WR Participações, empresa da família que possui centenas de imóveis no estado. A suspeita é de que a firma seja usada na lavagem de dinheiro.
 

Washington Reis afirmou que a WR Participações tem mais de 18 anos de existência e nunca praticou qualquer ilegalidade.
 

“Nunca fizemos qualquer transação em dinheiro vivo”, disse ele.

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