Técnico do Irã acusa tratamento injusto na Copa do Mundo: “Somos os mais prejudicados”

O técnico da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, criticou as condições enfrentadas por sua equipe durante a disputa e a preparação para a Copa do Mundo de 2026, afirmando publicamente que os iranianos estão sendo prejudicados por mudanças de última hora na logística da delegação.

As declarações ocorreram na madrugada desta terça-feira (16) após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, pela primeira rodada do Grupo G.
Segundo o treinador, as dificuldades de deslocamento e adaptação afetaram diretamente o desempenho da equipe.

“Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã ao meio-dia, mas não nos permitiram. Para ser honesto, não faço ideia do porquê. Acho que talvez a nossa seleção seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo”, afirmou.

A preparação do Irã para o torneio já havia sido alterada antes mesmo do início da competição. Em meio às incertezas envolvendo vistos e à tensão diplomática entre o país com os Estados Unidos, a Federação Iraniana de Futebol transferiu seu centro de treinamento do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana.

Após o empate em Los Angeles, a delegação esperava permanecer nos Estados Unidos para recuperação física e preparação para o próximo compromisso. No entanto, segundo Ghalenoei, o grupo foi obrigado a retornar imediatamente ao México.

“Quero falar sobre o tratamento injusto dado à seleção iraniana. Passamos tanto tempo no ar que acho que quase não pisamos em terra firme. Não nos deram a oportunidade de chegar duas semanas antes para nos adaptarmos e nos aclimatarmos. Mesmo hoje à noite, logo após a partida, nos disseram que tínhamos que ir embora”, declarou.

O treinador não especificou qual entidade determinou a mudança. Até o momento, nem a Fifa nem autoridades norte-americanas se manifestaram publicamente sobre as acusações.

Outros pontos também foram tocados durante a entrevistra coletiva. Confira abaixo:

DESGASTE FÍSICO
De acordo com o comandante iraniano, a rotina de deslocamentos teve impacto direto na condição física dos jogadores durante a partida.

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Ghalenoei relatou que vários atletas apresentaram cãibras e associou o problema ao desgaste provocado pelas viagens constantes entre México e Estados Unidos.

Apesar das dificuldades, o treinador elogiou a postura da equipe em campo e valorizou o ponto conquistado diante da Nova Zelândia.

TAREMI TAMBÉM RECLAMA
Principal nome da seleção iraniana, o atacante Mehdi Taremi reforçou as críticas feitas pelo treinador e afirmou que a situação vivida pela delegação prejudica o futebol.

“Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a FIFA tem que nos ajudar mais do que isso”, declarou.

O atacante revelou que o grupo enfrentou uma rotina desgastante nos dias que antecederam a partida, com deslocamentos entre Tijuana, Los Angeles, hotel e estádio.

“Eles deveriam ter nos dado dois dias para nos ambientarmos em Los Angeles. É uma situação muito ruim que afeta nossa equipe e nós só queremos paz”, afirmou.

Segundo Taremi, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no vestiário iraniano após o empate.

COMISSÃO DESFALCADA
Ghalenoei também destacou que parte da estrutura da seleção não conseguiu acompanhar a delegação por causa de restrições relacionadas a vistos.

“Muitos membros da nossa equipe de gestão não estão aqui. Tivemos que lidar com esses papéis por conta própria”, disse o treinador.

O Irã volta a campo pela Copa do Mundo nos próximos dias buscando a primeira vitória no torneio e a classificação para a fase eliminatória.

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