Nova proposta de delação de Vorcaro cita Antônio Rueda e o PT da Bahia

O banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação premiada que cita pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles nesta quarta-feira (10). 

Os documentos que elaboram a nova versão da delação premiada de Vorcaro foram entregues pela defesa à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na semana passada. Os órgãos agora analisam o material.

À coluna do jornalista Igor Gadelha, fontes que tiveram acesso ao material informaram que em relação ao PT baiano, a proposta de delação de Vorcaro menciona pagamentos que teriam sido realizados como contrapartida à operação do programa Credcesta pelo Banco Master no estado.

O Credcesta é um cartão de benefício consignado voltado para servidores públicos ativos e aposentados e cujos pagamentos das faturas são descontados diretamente em folha. O Banco Master passou a operar o Credcesta na Bahia entre os anos de 2018 e 2022. 

Na época, o estado era governado por Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil no terceiro mandato de Lula. O ex-governador já negou publicamente ter relações próximas com Vorcaro. Ele disse que esteve com o banqueiro apenas uma única vez em agenda institucional e defendeu as investigações sobre o Caso Master.

Já a citação ao presidente do União Brasil inclui supostos repasses milionários que teriam sido feitos pelo Banco Master, por meio do escritório de advocacia ligado ao cacique partidário.

Antônio Rueda é considerado um dos responsáveis pela indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo dos servidores do estado que fez aportes bilionários em papéis e fundos ligados ao Banco Master. Publicamente, Rueda nega qualquer irregularidade, mas já admitiu ter prestado serviços advocatícios para o Banco Master por meio de seu escritório.

OUTROS MENCIONADOS 
Ainda de acordo com o jornal Metrópoles, a delação de Vorcaro também cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).

Na nova proposta, o banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar as benesses pagas por ele a Ciro e a Castro como propina, e não mais apenas como amizade, como sustentava até então.

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