Desembargadores afastados em MG receberam R$ 1,4 milhão em ‘penduricalhos’ em um ano, aponta levantamento

Dois desembargadores afastados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) receberam, juntos, R$ 1.496.994,16 em valores extras ao salário base no período de um ano. Os montantes correspondem a gratificações, vantagens pessoais e indenizações.

Os magistrados Magid Nauef Láuar e Alexandre Victor de Carvalho foram afastados no início deste ano por motivos distintos. Láuar é acusado de abusos sexuais, enquanto Carvalho é investigado por suposto favorecimento em processo de recuperação judicial da empresa 123 Milhas.

O levantamento, realizado pelo portal Metrópoles com base em dados do Portal da Transparência do tribunal mineiro, considera os valores recebidos entre abril de 2025 e março de 2026. Durante parte desse período, ambos ainda estavam em atividade. Láuar foi afastado em fevereiro, e Carvalho deixou o cargo em março.

Mesmo após o afastamento, os desembargadores continuaram recebendo remuneração integral. O pagamento é previsto por resolução do Conselho Nacional de Justiça. Durante as investigações, os magistrados ficam impedidos de acessar os gabinetes e de utilizar benefícios vinculados ao exercício da função, como veículos oficiais, mas seguem com os vencimentos mantidos.

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